Aula 2: Materiais Estruturais
Nesta aula, nos foram apresentadas
as classificações dos materiais baseadas nas suas funcionalidades. A imagem
abaixo exemplifica as classificações:
Dentre os diferentes materiais
existentes, eu vou falar um pouquinho dos Compósitos, porque achei eles os mais
interessantes e já explico o porquê.
No último post eu falei que a
Ciência dos Materiais estuda as propriedades dos materiais e tenta encontrar o
melhor material para cada função se baseando nessas propriedades, mas o que
acontece quando uma único material não supre as necessidades daquela função?
Pensa no exemplo dos polímeros, eles
geralmente são bastante conformáveis, mas e seu eu precisar de algo conformável
e condutor térmico/elétrico? Nesse caso eu precisaria de algo além do polímero.
Dessa necessidade de um material que
una as propriedades de outros materiais surgiram os Compósitos. A definição
certinha de Compósito é: a união de dois ou mais materiais distintos com o
objetivo de formar um terceiro material que tenha características específicas
dos materiais utilizados.
Com isso dá para entender porque eu
achei eles tão interessantes. Afinal, aqui você não tá utilizando um material
que já existe, você está criando algo novo de acordo com as necessidades que
precisam ser atendidas. E só a ideia de juntar características de materiais
completamente diferentes já é bem interessante.
Dentro dos Compósitos existem duas divisões, a Matriz e o Material de Reforço (os nomes são bem autoexplicativos, né?). A Matriz pode ser cerâmica, metálica ou polimérica, mas geralmente os metais e os polímeros são escolhidos. O principal motivo para serem escolhidos é o fato de apresentarem ductilidade (o tal do “curva, mas não quebra”, lembra?).
Já o Material de Reforço pode ser
partículas ou material fibroso. A fibra de vidro é um exemplo de Material de
Reforço bastante utilizado.
Para se obter as propriedades
necessárias para determinada função, as proporções da Matriz ou do Material de
Reforço são alteradas até que uma quantidade ideal seja encontrada. Além disso,
as caraterísticas podem ser combinadas para formar o material com as
propriedades necessárias.
Uma coisa legal é que, entre as
diferentes fases correspondentes aos diferentes materiais, existem regiões que
separam essas fases, as interfaces. E, nessas interfaces, existem propriedades
diferentes das outras fases, o que exemplifica como a junção de materiais pode
gerar outros materiais com novas propriedades.
-
Para escrever esse post eu tive a ajudinha desse site aqui https://materiaisjr.com.br/materiais-compositos-origem-e-funcionalidades/. O nome da publicação é “Materiais
Compósitos: origem e funcionalidades”


Comentários
Postar um comentário